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Present Day, Present Time...HahahahahahahaClose the World, Open the Next... October 02 [ Durma com os Anjos ]A lua cheia entra por uma fresta da janela e adormece caída no exato vão entre teus seios. De repente entendo o mistério que impulsiona os lobos a uivarem. Os corpos quentes, ainda úmidos, a brisa fria e os sons da noite. Nossos perfumes se misturam em uma terceira fragrância que permanecerá até o dia seguinte, quando o sol vier desfazer em sua luz as últimas nuances desse cheiro que é tão forte e que é tão suave.
Um só nó de pernas, braços e abraços, carnes alvas se entrelaçam e sincronizaram o arfar do peito, o correr do sangue. Tu tens os olhos ainda fechados, cílios negros e imóveis, escondendo um par de jóias castanhas. Os cabelos caídos sobre o rosto, e a boca fresca ao alcance da minha. Essa boca que sempre me percorre de beijos, essa boca que me sussurra tantas promessas e indecências, essa boca que se abre no sorriso mais belo que já tive o prazer de ver. Meus dedos deslizam por teu pescoço e não tem mais peso que o pouso de borboletas. Velo teu sono e imagino que doces sonhos o embalarão. Poderia saber, invadi-los, como faço com teus pensamentos, mergulhar em tua alma como faço todas as vezes que olho teus olhos. Mas fico quieto. Deixo que estes instantes sejam só teus. Editado pelo Anjo Yue. January 07 RanhurasCéu é cinza, sem amor, sem glória; sem heróis, sem anjos. Então é isso, e a música consegue fazer da mais animal das cenas um poema. Sem amor, sem glória. A luz tão fria e branca reflete na minha pele e contrasta contra o travesseiro rubro. O vento brinca com uma mecha de cabelo. Fecho os olhos, consciente de que o céu continuará ali. Sem heróis, sem anjos. Então é isso. Dois edredons não são capazes de me aquecer. Há em algum lugar distante cheiro de chocolate, e minha garganta, sempre sedenta clama por água. A vida é fácil por esse ângulo, neste tempo. Já não sei se a casa está só, ou se há alguém sorrindo na sala. As cortinas dançam com o vento e a luz se apaga cada vez mais. Da música, um disco riscado, sempre o mesmo trecho que repete as coisas que já sei. E tento então pintar minha história de triste, mas como posso se uso cores quentes? Disseram que seria tudo tão fácil, desde que eu não caísse nas armadilhas. Eu caí. E assim começa a história, sem amor, sem glórias. Algumas surpresas no caminho, fechar os olhos e abrir a boca. Ali estão os livros, véspera de prova. Ali estão as cartas, adiadas por tanto tempo. Ali estão os cadernos, esperando um projeto. E ali estou eu, sem heróis, sem anjos. Então é isso. Diriam falta de vida, eu chamo de excesso. Chamo de não explicar. O chão é de quadrados pretos e brancos, sou o rei de infindável partida de xadrez, mas só conheço as regras do gamão. Talvez venha a febre, quem sabe a morte, quem sabe acompanhe a canção... Lenta ritmada, minhas palavras, suas. Infindável um mesmo trecho, angustiante e melancólico, não mais que o silêncio. É festa e eu sento olhar tudo de longe. Dizem então “É anjo, não pertence ao nosso mundo” Penso em dizer que o mundo é que não lhes pertence, e digo. Então é isso. Sem aquela coisa dos filmes, sem as frases feitas e decoradas, sem efeitos especiais. Dezenove anos, alguns sonhos e outras tantas confusões. Confissões, a um diário sem rosto, ou com centenas deles, tanto faz. Uma espera, dezenas de angústias e as nuvens pesadas no céu; “tudo bem, não gosto de azul”, minto. De repente queria contar minha vida, mas... outra hora. Lembro daí que nunca nasci e sorrio. “A autobiografia de alguém que não viveu”, darei esse subtítulo algum dia. Sempre que se referiam às origens, os outros diziam “quando você veio”. Eu vim, não nasci. Anjos vêm. Há alguém na casa, mas quem? Levanto pra ver e meus pés tocam o frio assoalho. A música não pára, não sei se algum dia cessará. Então é isso. Ando em silêncio, como aprendi observando os gatos. Quem haverá ali, sem amor, sem glória? Volto com um copo d’água. Não há ninguém, sem heróis, sem anjos. A porta fica esquecida aberta, rangendo ao sabor de uma corrente de ar. É frio no sul, é o fim do ano, é o fim do amor?!, é o fim da vida?!, com certeza é o fim de um ciclo de alegrias. Então é isso. Alternando entre o sorriso, ou quem sabe sorrindo até que o gosto das lágrimas penetre na cova dos dentes, desça pelos caninos agudos e pouse sobre a língua ávida. Talvez dali brote flores, vida da terra seca. Telefone. Não, não quero descer aí. Mais tarde quem sabe. Sorrio tentando parecer simpático, mas ninguém pode me ver. Eu queria entender, ou talvez não. Quem sabe pudesse, mas falta força, e o pior ainda virá. Água quente, vozes no vapor, sussurros encharcados e estranhos. Fecho os olhos e vejo explosões aqui, sempre estranho. Se eu estender minha mão será que consigo te tocar? Te trazer pra minha história, partir em duas a solidão? De repente a agulha vence o arranhão, há outra parte neste disco, a música segue por outros caminhos. A corda mais fina corta minha pele e aos poucos uma gotícula de sangue vai se inchando, refletindo meu próprio rosto. Talvez pudesse escrever com ela, na parede, o meu nome, ou o teu. Então risadas lá fora, um minuto de silêncio em mim. Chupo o sangue, não há gosto humano nele, como dizia Clarice Lispector. Deito novamente e pela janela vejo o céu, cinza, sem amor, sem glória; sem heróis, sem anjos. Então é isso.
Editado Pelo Anjo Yue. January 06 Eu te amoSempre achei o “Eu te amo” saído de meus lábios um tanto falso. Não que não sentisse a cada vez que pronunciei. É só que talvez não amasse tanto ou esperasse aquele sentimento(ou seria pessoa?) do passado para apelar aos clichês. Porém você me fez descobrir uma nova face dessa frase. E talvez isso seja amar. Porque quando digo que te amo a frase exatamente como descreve tão bem J.W. é sempre como se eu tivesse acabado de descobrir estas três palavras, e elas fazem minha alma vibrar. Nenhuma palavra pode me ser mais funda e mais verdadeira, compreende? Você a colocou outra vez em mim. E não somos do tipo que transforma o “eu te amo” em algo banal. Sabe aqueles casais que ao encerrar uma ligação o fazem assim: “Então tá, beijo, eu te amo”? Isso acostuma, acomoda, e a frase fica como um adorno, um tchau, com o tempo perde seu sentido de sentimento e tudo mais. Confessamos nosso amor a todo o momento que estamos juntos, mesmo sem dizer uma palavra. Mas o “Eu te amo” em alguns momentos, que por sua singularidade e magia tornam-se memoráveis e únicos. Não apenas nesses momentos, a cada momento, por todo o tempo, eu te amo, sempre. Amo sua cara de zangada, e o modo como o cabelo cai sobre seu rosto. Amo seu riso de criança, e o modo como se aninha em meus braços. Amo roubar seus beijos, e o modo como nos beijamos. Amo o luar refletido em sua pele branca e macia, e o modo como a sinto. Amo quando ficamos juntos, e os modos que ficamos juntos. Amo também seu coração, que está no meu dedo e o modo como eu passo o dia olhando pra ele e pensando em você, pois sei também que você está pensando em mim.
Quer saber? Eu te amo..
Editado pelo Anjo Yue. November 27 Deixa que a chuva vem lavar...Existem apenas dois tipos de pessoas, e eles se diferenciam no momento em que cai um toró d’água, daqueles que mesmo com guarda-chuva você sabe que não terá chances de acabar seco. O primeiro tipo corre, tenta em vão ser mais rápido que a chuva. Já o segundo, simplesmente fecha o guarda-chuva e vai brincar nas poças pelo caminho, deixando a água lavar-lhes a alma. Só um destes tipos consegue morrer feliz. Feliz por ter realmente vivido, sem se importar se estava sendo bobo, infantil, ou louco, que seja. Tá, tudo isso pode ser invenção minha, mas e daí? Eu sou dos que mergulham nas tempestades, tá certo que nem sempre às vezes nem eu sei o porque o faço ou o deixo de fazer, mas quando o faço é sem duvida quando eu me sinto mais feliz e vivo. Recentemente fiz isso, passei por um momento onde percebi que me molharia de qualquer modo, podia continuar com o guarda-chuva e correr, quem sabe me proteger em algum lugar, ou andar pelo meio da rua. Nem preciso dizer qual foi minha escolha. Comecei a caminhar, indiferente as já tão comuns expressões de “doido”. --- Cena 1: Eu encharcado passando pela oficina, isso já com uma meia hora de banho e o cara de lá: — Cuidado heim, vai se molhar. — Será? lol. --- Foi tudo instinto, estranho, coragem que não sei de onde veio. Eu sabia o que enfrentaria mais tarde, sabia que a casa estaria vazia quando chegasse o que evitaria uma bronca, mas não uma possível gripe, sabia de muitas coisas, mas era uma delicia fingir que desconhecia tudo. Fui além dos meus limites, passos de formiga, é bem verdade, mas tomaram proporções enormes em mim. Livrei-me completamente dos medos (medos esses que queria sempre poder me desvencilhar), ou então me entreguei a eles, somente dessas duas formas poderia fazer o que fiz. E não me arrependo nem um pouco, foi muito bom. --- Cena 2: Ao passar pela casa de um desses tiozinhos que enche a cara de depois fica na área enchendo o saco. — Brincando na chuva? — Voltando a ser criança um pouco... — É bom pra depois dormir. (Alguém entendeu algo???...Nem eu lol). --- Eu não sei bem o que eu pretendia, o que me impulsionava, embora acredite que tenha alguma coisa a ver com aquele sorriso do passado de hoje e do amanhã, o sorriso da “Noite Com Sol e Lua Cheia”. Aquilo me revoltou no momento, mas depois foi como aquele beijo das “Madrugadas Frias Na Cidade Distante”, que ficou latejando na minha boca, no meu corpo inteiro. Quando encontrei o que buscava já parava de chover, estava frio e eu sabia que teria que esperar um bom tempo. Tempo demais pro meu queixo batendo. Foi segurar a calça com as mãos e sair pisando com o coturno (impermeável ainda bem) nas poças. Sempre olhando para trás. --- Cena 3:Eu e ela molhados, nossas bocas se encontrando. — Você é louco?! — Sou! Louco por você... --- Tá, essa última não aconteceu, até porque eu me recuso a ser tão clichê.
Obs: Esse é o texto original feito em 13/09/2006...Hoje 27/11/2006 (2 meses ^^), digamos que tudo que se repetiu na ultima tempestade, porém a "Cena 3" deixou de ser um clichê, se é que me entendem ^^...
E as palavras viram realidade..."Para cada evento, há antes uma profecia O evento só acontece depois de haver uma profecia. A profecia está se cumprindo....E quem faz as profecias?...Este alguem é..." - Uhuhu....adoro usar citações da "Deusa" está até no titulo do blog ^^...Quem souber de quem estou falando ganha um doce hehe ou não...
Editado pelo Anjo Yue.
September 13 AflitoSim, estou aflito. Nada que transpareça; meu riso ainda é solto e minhas gargalhadas sonoras, mas falta alguma coisa. É um pedaço no peito que perdeu ou foi roubado, já nem se sabe mais. Faz tanto tempo mesmo sendo pouco. E o olhar? Ainda o mesmo, embora uma luz, lá do fundo, tenha se apagado. Mudei, para melhor em muitos aspectos. Quem me conhecia até o semestre passado ficaria surpreso... Mas apesar de todas as alegrias, que não são falsas ou fingidas, juro, fica sempre a falta. Hoje as nuvens tiveram pena de mim e esconderam a lua que ontem, mesmo quebrada, invadiu cada recanto iluminando o que se queria esconder. Porque um dia está tão diferente do outro e as promessas são levadas por ventos que não são vistos... A parede disse: "Ama quem te ama" e a música insistiu: "Ame quem te ama", e o que fazer? Entrar nos mesmos jogos de dor? Queria não. Mas como amar sem amar? Não falo de prazeres carnais, mas de sentir a alma e não querer transformá-la numa cópia da minha. Ainda falta. E o que falta no peito é certeza na alma. Ainda não encontrei aquela que fará os meus dias mais claros e/ou as minhas noites mais escuras. Mas as duvidas permanecem, quero eu me divertir e acima de tudo viver, diga-se de passagem e bem, então o que fazer até ela chegar?
“Ligue o foda-se e seja feliz” Será?...
(Obs: Foram usados seis pontos de interrogação nesse texto, poucas duvidas né? Ixi com esse já são sete)
Editado Pelo Anjo Yue. August 17 MODO DE USAR:Aproxime-se sorrindo. Não demais a ponto de parecer idiota. Se for a primeira vez, não fale do tempo, se vai chover ou fazer sol... Fale de coisas interessantes, livros, filmes, ou elogie algo em mim. Não espere que eu tome a iniciativa. Não espere nada que não prometi. Também não espere pelas minhas promessas, às vezes esqueço... Peça meu MSN ou Orkut, ou o celular, mas nunca o telefone de casa, e finja interesse quando eu falar do meu blog. Fale algo engraçado, é fácil me fazer sorrir e sem dúvida um bom começo. Toque-me casualmente, esbarrões, mas saiba o momento certo de segurar minha mão bem forte. Acredite em todas as minhas mentiras, e ria muito das minhas piadas sem graça. Fale sobre a beleza da lua e jamais sobre programas de tv. Encare todos os meus “nãos” como definitivos. Jamais insista comigo! Primeiro porque isso me irrita e segundo porque não mudo minha opinião. Ah, mas saiba reconhecer quando estou me fazendo de difícil. Não fale comigo quando meu olhar estiver perdido. E não se irrite com uma ou outra patada. Deixe tudo que quebra fora do meu alcance e na hora de danças jamais evidencie que pisei no seu pé. Assista animes. Se não gostar não reclame e nem fale que é coisa pra criança. Quando me perder não há mais jeito, pense sempre nisso. Me contrarie de vez em quando. Gosto de pessoas com atitude. Não reclame dos meus textos, das minhas amizades e nem do meu corte de cabelo. Não sou um produto para ter dona. Ciúme é bom, quando dosado. Não abuse jamais, se o que eu sentir for sincero, não há com o que se preocupar. De vez em quando me jogue contra o muro, mas nas noites sem lua toque de leve minha pele. Fique em silêncio ao meu lado quando eu precisar. Minta pra mim sobre coisas bobas, mas não me traia ou engane; eu sei, eu sempre sei. Quando eu disser que há algo de errado me abrace bem forte. Não grite comigo, se for preciso me dê um tapa na cara, mas não desmanche meu cabelo. Ainda estou indeciso quanto às surpresas, mas não gosto muito de presentes. Seja mais forte que eu e esteja sempre lá quando eu precisar, não garanto o mesmo. Jamais, em tempo algum, diga que eu já contei aquela mesma história outras 250 vezes antes. Deixe-me louco uma vez por semana, no mínimo, mas jamais confuso. Não diga “Eu te amo” antes do tempo. Não ligue pro meu celular a menos que tenhamos trocado pelo menos três beijos. Use bastante a língua nos beijos. Nunca me convide para fazer coisas que não quero, odeio inventar desculpas. Quando eu estiver estranho e disser que não é nada, insista, sempre há alguma coisa. Se eu não olhar em seus olhos conte até dez antes de perguntar o que está acontecendo. Mas perceba se eu realmente não quero falar. Não chore por mim. Se chover me carregue pra chuva, e sempre que fizer frio fique por perto. Não chegue sem avisar e nem reclame do tom da minha voz. Nunca diga que estou vermelho quando eu ficar com vergonha, e me deixe te ver sem graça pelo menos uma vez ao mês. Jamais diga como eu devo ser ou agir, mas aceito sugestões de com que roupa sair. Em tempo algum peça que eu lhe faça um poema ou texto.. Não cobre o poema que você pediu e eu não fiz. Aceite um pouco as minhas manhas, mas saiba dizer basta quando eu exagerar. Não fume, isso eu não aceito. Pare de fumar ou desista de me conhecer. Quando sair da minha vida não volte, não imponha sua presença e não tente me encontrar. Avise-me todas as vezes que eu estiver parecendo um retardado e vá decorando aos poucos todas as minhas manias. Ouça um pouco das minhas musicas, elogie-as. Nunca fale que é musica de doido ou retardado. Não vou pedir pra você mudar seu gosto musical, mas nunca escute pagode ou me obrigue a isso. Entenda todas as minhas indiretas, e fique curiosa sempre que eu começar a contar as coisas pela metade.
Tente tudo isso, e depois, se nada resolver, tente simplesmente me amar.
Editado pelo Anjo Yue. July 07 Castanhos...“Algumas se fascinam por olhos azuis, outros se encantam pelos verdes, mas são os castanhos que sempre às fazem tremer as pernas”.
Tudo é simples quando os olhos da presa se encontram com os olhos do caçador; os dois sabem quem irá morrer. Porém, as coisas mudam quando os olhos de uma fera encontram os de outra fera. Assim, uma batalha não é ganha por dentes e músculos, força e habilidade. Vencedores e perdedores se definem muito antes do primeiro rosnado. Pupila contra pupila, e toda coragem, toda resistência, se concentram em não desviar o olhar. Ambos sabem que isso seria uma sentença de morte. Aquele que o faz primeiro simplesmente se entrega, se submete, atesta ser mais fraco e decreta sua pena. Parece simples, e talvez realmente seja, apenas manter o foco do globo ocular, mas por algum motivo, uma das feras que se enfrentam, acaba por fazê-lo mais cedo, ou mais tarde, embora saiba o que lhe aguarda. Por que isso acontece? Quem disse que eu tenho a resposta. Mas Sobre o que mesmo estou falando? Fácil, sobre aquela pessoa que é simplesmente tudo que você sempre sonhou, com uma pitada de "o dia que ela me der bola o céu vai se abrir e decairão os 4 Cavaleiros do Apocalipse" Ahhh olhos azuis, mas de repente... As pupilas negras encontraram outras, tão semelhantes. Entre os meus olhos e os seus, “nada”, só uma infinidade de pessoas e cabeças que pareciam invisíveis aos nossos olhos naquele momento. Quando uma pupila vidrou-se na outra, sabia que não fora mero incidente, ainda mais quando, desviastes a cabeça da insignificância que todo o resto representava e ainda mantinha seu olhar. Nossos olhos trocavam suspeitas confidências e se derramavam umas sobre as outras. Eu sabia que naquela hora estávamos fadados à primeira batalha, onde se decidiria toda guerra. Nossos olhos se encaravam, eu pensava que você não poderia ficar a me encarar por muito mais tempo. Mas ficou, tempo suficiente para que meu olhar se desviasse para baixo por não agüentar a força do teu, atestando minha fraqueza. Pensei: -Perdi! -O que havia no chão? -Perdi! Sou a presa. -A presa dessa fera, dessa “Vampira”. Voltei rapidamente meus olhos para os dela esperando o abate e implorando que crave teus dentes.
Editado pelo Anjo Yue. June 12 Sobre silêncio e borboletas- É estranho não saber o que dizer. - É estranho não saber o que fazer. - É estranho querer beijar e não poder. A rua estava escura, e havia a lua por detrás das nuvens. Eu pensei que haveria chuva, juro que pensei, em alguns momentos eu imaginava coisas assim. O que eu faço quando não sei o que fazer, ou eu estou nervoso demais? Tenho ataques de riso. E nossos corpos tremem do frio daquela noite. “Isso não está muito romântico, né?”. Mil coisas passando pela minha cabeça, tão longe, confesso. Não havia mais ninguém no mundo, isso é bem verdade. E da noite ficarão guardadas todas as sensações, os arrepios, o frio de cortar a pele, a grade nas minhas costas, minha perna adormecendo bem lentamente, tão lentamente quanto minhas mãos percorriam de leve seu corpo. Também tinha em mente o gosto daquela garrafa de Smirnoff, Não, não era Smirnoff, era apenas uma cópia, mas o efeito e o gosto foram até melhor que o próprio. Mesmo no escuro borboletas tem cheiro de mel, lembro de ter pensado nisso. “Essa noite foi muito estranha”. Estranha e mágica, estranha e encantadora. Um Antes do Amanhecer, tão inocente, tão belo pelo ar de ingenuidade pueril. Que importava se as ruas que víamos não eram as de minha cidade. “É assim, não pode pisar nas divisórias, só nas pedras”, mas isso foi antes. Era 1h11min, e todas as vezes que ver isso no relógio vou lembrar daquele momento. Palavras, conheço zilhões delas, mas de repente elas perdem o sentido, há mais nexo em nossos dedos cruzados. Também é estranho lembrar, e a forma como dispara o coração. “Essa é a Rua do Silêncio” Mas isso foi depois, bem depois. Depois de tomar cuidado para que seus pais não acordassem, depois de entrar no quarto e nos esquentarmos nossos corpos, juntos, debaixo das cobertas, depois de conversamos baixinho até às 4h, depois de dormimos ali na mesma cama, depois de vê-la cuidadosamente levantar, vestir sua roupa e silenciosamente deixar o quarto, depois da minha vez de levantar me recompor e estar pronto pro café da manhã, depois de tomar o café, oferecido gentilmente pela mãe dela, depois também de ter que mentir para a mesma sobre a noite anterior e finalmente depois de fingirmos durante o dia para todos, inclusive para quem eu queria contar e falar "Sim eu vivo sem você". Voltamos para aquela mesma rua, tudo foi muito estranho o silencio estava lá diferente do outro dia. Se bem que estávamos ainda no mesmo dia. Não sei mais o que dizer, também o que poderia. Mais uma vez eu ia embora, um beijo e um abraço de despedida e o ensurdecedor silêncio.
Editado Pelo Anjo Yue. June 05 Gripe, a eterna... Como são difíceis as madrugadas de domingo para segunda. A última delas me fez pensar em muitas coisas, tantas coisas... Oportunidades perdidas no passado, sempre medo. Não sei, talvez medo até de que outra mão aceitasse o carinho da minha. Vejo todas as chances que perdi, todos meus “quase-amores” em caixas. Como brinquedos com os quais eu nunca brinquei por receio de que pudessem estragar. Covarde! Para ajudar, ontem, depois da noite praticamente insone, me descobri com minhas “ites” atacadas: bronquite, sinusite, amidalite, estalactite... Tá bom, tá bom, quem sabe seja só uma gripe das mais violentas, mas exagerar é de minha natureza. E se dêem por satisfeitos pelo fato de eu ainda não ter mencionado a possibilidade de estar com a gripe do frango. Exagerado, eu já disse. Mas sei quando não estou bem, e ontem não estava. Hoje ainda não estou, mas já estou dopado pelo menos; 385 tipos diferentes de remédios fazem isso com uma pessoa. E quanto ao descongestionante nasal, assim que começar a enxergar novamente elefantes coloridos dançando no teclado eu paro de usar. Sem muita inspiração, acho que ela cedeu lugar à febre.
Editado pelo Anjo Yue. May 14 Fuga...Ah, deixa eu adivinhar... Você foi atrás de outra pessoa, pra me esquecer, pra me apagar. Pra se “aliviar”? Mas de repente não eram os meus olhos, a pele não tinha meu sabor, faltava minha voz ronronando em seu ouvido. E daí sua alma e sua mente fugiram para cá, pra me encontrar, ardente. É, ao contrário do que você pensa alguns incêndios não precisam de água, e sim de gasolina. Um certo fogo não se extingue com a água, ele arde em brasas, é melhor deixar que ele consuma tudo, quem sabe assim deixe de existir. Você pode até fugir para outro, mas sabe, sempre será outro”. O que importa é quem está em sua mente não é mesmo? E do que adianta, depois o que você faz? Volta para casa, ao vazio do quarto, passa a mão sobre a cama e a sente fria. Sente a culpa nas costas, a culpa do pecado de me querer. Almas gêmeas não existem, você realmente acredita nisso? Então diz que não era você em silêncio no celular. Partiu, mas quando voltar e eu sei que vai voltar, vai me encontrar outra vez, não mais seu, mas eterno aqui. Eterno em ti.
Editado pelo Anjo Yue
April 28 Dia 28 de abrilO que tem de tão especial nesse dia??...simples, a exatamente 19 anos nasceu um garoto preguiçoso que nem ao menos sair do conforto da barriga de sua mãe ele queria. Demorou 9 meses e duas semanas até que resolveram arrancá-lo de lá, para felicidade ou infelicidade é o que ainda vamos descobrir. Mas o que tem de tão especial no dia 28 de abril de 2006??...nada, especial é o que fazemos desse dia, assim como os outros 364.
Editado pelo Anjo Yue. April 26 Poema de dezoito linhasDezoito caminhos a seguir, todos em uma mesma jornada
Dezoito fotos sobre a mesa, entre elas a sua beleza Dezoito vezes o mesmo chamado, sempre inútil Dezoito raios atingem a Terra, e faz-se silêncio no céu Dezoito escolhas, nem todas sensatas... mais tantos amores de número igual Dezoito pessoas na mesma direção, outros na direção oposta Dezoito segundos já se separam, tarde demais não pode parar Dezoito pesos somente de um lado da balança Dezoito giros na roda da vida, ainda a ponta da faca Dezoito feras mortas domadas, outras tantas soltas e revoltadas Dezoito séculos aceitando sua sina, nada vai mudar Dezoito gritos no fim de uma vida, tudo vai mudar Dezoito cores em um mesmo quadro, tempos de paz Dezoito notas de inebriante sinfonia Dezoito anos já se passaram, e isso é tão pouco para quem ama Dezoito que logo serão dezenove, e uma linha acrescentada Dezoito cacos em um reflexo quebrado Dezoito caixas... todas elas estão abertas! Pobre Pandora...
Editado Pelo Anjo Yue. April 21 Loucuras Já que não posso cometer uma grande loucura, cometo várias pequenas. Doces loucuras embrulhadas em papéis dourados, cobertas de avelã e recheadas de chocolate.
Editado pelo Anjo Yue. April 14 Sem sentido... Sem sentido continuar aqui, escrevendo o que ninguém vai ler. Sentindo coisas que não deveria sentir, me preocupando com quem não merece. Lembrando de quem me esqueceu. Lendo o que não me importa. Sorrindo tão falso que chega a doer. Temendo as coisas que não me dão medo. Ouvindo histórias das quais já cansei. Inventando desculpas para esconder as verdades. Chorando mesmo que sem uma lágrima sequer. Sonhando com coisas que não poderei realizar por falta de coragem. Esperando que o tempo me carregue sem fazer nada para isso. Mudando minha vida sem mudar eu mesmo. Vendo coisas que nem eu mesmo posso ver. Sabendo meu futuro sem entender meu presente. Vivendo embora esteja destinado a morrer desde antes de nascer.
Editado pelo Anjo Yue. April 13 Amores Perdidos? Era antes de tudo um sonhador. Poeta diziam uns, tolo diziam outros, mas o que importava era sua crença, mesmo absurda, no amor. Ainda esperava o dia em que encontraria sua alma gêmea. E o pior de tudo é que acreditava nisso também, e ainda em amor a primeira vista e tantas outras coisas dos filmes que vira na TV.
Todos os dias pegava a van para ir à faculdade, e não havia um em que não imaginava ser o último na busca do amor eterno. Podia mesmo ver-se passando pela cidade que não era sua, sentado à janela, com o olhar perdido um tanto quanto. E então, pela rua, em uma parada qualquer, ou quiçá na sinaleira, seus olhos cruzariam com outros olhos ainda mais ávidos de paixão. O melhor seria em uma daquelas noites frias que prediziam o inverno, ela ali, indefesa do vento, da chuva, do tempo. Amariam-se no primeiro instante, mesmo sem nomes, sem endereços, ou telefones, nada mais que reflexos de luz que percorreram um mesmo caminho em opostas direções e uniram dois olhares. Saberiam que pertenciam um ao outro desde aquele segundo e então começaria uma busca louca e sem extremos para o encontro. Quem sabe ela guardasse o nome da empresa da van e o procurasse na faculdade, ou quem sabe ele a descrevesse em todos os detalhes e perguntasse dela por todos os conhecidos... Amanhã, na mesma hora e no mesmo lugar os olhos poderiam se cruzar novamente, ou ela poderia sumir em meio à nuvem do cano de descarga, para sempre. E a emoção do talvez, a certeza do quem sabe, era isso que o impulsionaria, não desistiriam jamais, porque quando estes encontros acontecem o universo todo conspira. Se ao menos em uma esquina encontrasse sua alma...
E assim a viagem prosseguia, seguindo o ritmo de seus olhos; rápida quando fechados, lenta quando abertos. E o tempo passava cruento, sem respeitar ritmo algum. Ele jamais viu a tão sonhada amada.
Ela chora. Quanto tempo faz que não vê nem rastros dele? Muito tempo. O encontrou em um dia chuvoso e friento, passava na van dos estudantes, de olhar perdido e coração em pranto. Procuravam a mesma coisa, amor. Ela ainda acreditava no amor, embora a única pessoa que tenha amado por toda a vida nunca mais tenha aparecido. Na esquina ele desapareceu. A idade já chegava, e aquele que lhe despertou paixão desesperada já deveria mesmo estar formado. Não havia noite em que ela não saia de casa e ia sempre ao mesmo lugar, ficava até que todos os ônibus e vans houvessem passado, e então, com os serenos olhos molhando a face com pranto quente, voltava para casa, vazia e com a resolução de que seria a última noite. Pena que as resoluções se dissipavam com a manhã, e pena que os olhares se perdiam nas esquinas... Editado pelo Anjo Yue. April 12 Voltando minhas atenções pra esse espaço...Bem, como as coisas mudam eu pensava que numca iria utilizar esse blog para nada. Mas como um estalo algo mudou, começei a escrever e o mais imprecionante começei a gostar do que escrevia. Começei a escrever no perfil do orkut, pelo simples motivo de não querer cair na monotonia da mesmice, como ando atualizando meu perfil a cada 15 dias e muito do que escrevia se perdia nas rodovias do mundo digital, eu resolvi trazer para esse esquecido blog meus modestos textos. Editado pelo Anjo Yue. May 22 Mt bom vale a pena ler... Para entender as diferentes vertentes do Metal e do Rock, vamos imaginar uma situação e seus respectivos desfechos na April 21 Criei essa coisa soh por criarQuem sabe um dia eu volte minhas atenções e meu tempo nesse lugar aqui....... |
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